tudo o que tenho são estas mãos

mãos duras a dançar

faísca

de indolência

no susto aberto entre sulco e pista

mãos sem calos mas que gemem

chorando nervos de esfinges quebradiças

ossos de prata frígida

mãos que tremem a fitar o fio do ícone na lama movediça

 

filosofia da finta, a mão fere – alquimia

a cura crítica do riso, o tapa é

um ritmo

nos rostos

insisto

a mão rasga um poema com suas unhas de xisto

 

pobres mãos romanescas…

 

estas mãos de assalto escrevem a duras perdas

meus saltos em surtos de quimeras

duras pedras

e em cada ranço de sim por que passo

cravam a lágrima do meu sonho afiada em aço

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Sobre jeffdamn

" D'où vous vient, disiez-vous, cette tristesse étrange / Montant comme la mer sur le roc noir et nu ? "
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