Arquivo do mês: novembro 2010

Espanquemos os pobres

Durante quinze dias, estive confinado em meu quarto, e me fiz rodear por livros à moda do tempo (há dezesseis ou dezessete anos); falo de livros nos quais se trata da arte de tornar as pessoas felizes, sábias e ricas, … Continuar lendo

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Numa noite dessas

Numa noite dessas, de pouco conhaque e muita sibilina, de raro sorriso e extensa armadilha, ela entrou. Bateu na porta, primeiro, e eu, desavisado, abri pra conferir. Ela entrou; não pediu licença. Não ligou para o parco mobiliário, o cheiro … Continuar lendo

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Uma verdade inquietante

“Cantar para surdos é uma melancólica ocupação, mas os poetas atuais a ela se resignaram; ainda que perfeitamente certos de não serem compreendidos, eles continuam a rimar para si mesmos, e nem mesmo tentam fazer seus versos chegarem a público. … Continuar lendo

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Cadente

No compasso da cidade, olhar que se amealha em sal, e fragmento; o que se sabe da vida é decrepitude. Numa manhã vadia de domingo, um pelo branco me fitou, dependurado, malabarista intruso, emaranhado no mar negro da minha barba. … Continuar lendo

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